Os Egípcios, eram muito cuidadosos na utilização de peças de linho recém lavadas. Eles circuncisavam os seus filhos, com intuitos de asseio, dando prioridade à higiene em detrimento da beleza.
A importância que os egípcios davam à higiene reflecte-se no facto do supervisor real da lavandaria, ser uma personalidade proeminente da corte.
Esta preocupação com a higiene e o cuidado corporal transcendia os sexos, sendo que ambos, homem e mulher, recorriam ao uso de cosméticos e óleos corporais.
A necessidade de utilizar protecção para a pele, num clima quente e árido, era entendida por todas as classes sociais, fazendo parte das rotinas diárias, a aplicação destes óleos.
Existem indícios que provam que a distribuição de produtos, para o cuidado corporal, era feita diariamente, como parte do salário, mesmo às classes mais baixas.
Eles utilizavam swabu (deriva de (s)wab, que significa lavar) como sabão, uma pasta que continha cinza ou barro, por vezes misturados com essências.
Os papiros médicos de Ebers, os quais datam do ano 1500 a.C., descrevem uma mistura de óleos animais e vegetais com sais alcalinos, que eram utilizados como sabão, no tratamento de doenças de pele, bem como, na sua lavagem.
Embora tenham sido encontradas algumas casas de banho, é naturalmente aceite, que os Egípcios se contentavam em tomar banho por aspersão ou por imersão nos canais fluviais.
Para os cuidados mais específicos do corpo, usavam lavatórios, que enchiam com soluções salinas usando areia como agente esfoliante, lavando-se ao acordar, assim como, antes e depois das refeições principais.
Nas casas mais abastadas, podiam-se encontrar quartos de banho, onde os escravos deitavam grandes quantidades de água sobre os seus patrões, utilizando um óleo animal ou vegetal, misturado com pó de lima, como sabão.
Texto retirado daqui : http://historiadaestetica.com.sapo.pt/extdocs/egipto.htm
