“O único mistério do Universo é o mais e não o menos.
Percebemos demais as causas – eis o erro, a dúvida.
O que existe transcende para mim o que julgo que existe.
A realidade é apenas real e não pensada.”
Fernando Pessoa, “Poemas inconjuntos”, em Ficções do Interlúdio
O Sol converte, por fusão nuclear, aproximadamente 600 milhões de toneladas de hidrogénio em hélio por segundo, mantendo desta forma a vida na Terra.
Esta energia produzida pelo Sol é equivalente a 5 biliões de bombas de hidrogénio por segundo.
Para comparar, a primeira bomba atómica, de urânio, que explodiu sobre a cidade de Hiroshima, tinha uma potência de 20 000 toneladas de TNT (tri-nitro-glicerina).
Uma bomba de hidrogênio tem uma potência de 20 milhões de toneladas de TNT.
De há quatro décadas a esta parte, a Europa investiu num grande esforço de investigação sobre esta energia do futuro.
A ambição sem precedentes da fusão é a reprodução, de forma controlada, do gigantesco processo de produção de energia desenvolvido no universo estelar através da fusão de núcleos de hidrogénio com núcleos mais pesados de hélio.
