Publicado por: Amália Sousa | Outubro 1, 2008

Hidrogénio, o combustível das estrelas

“O único mistério do Universo é o mais e não o menos.

Percebemos demais as causas – eis o erro, a dúvida.

O que existe transcende para mim o que julgo que existe.

A realidade é apenas real e não pensada.”

Fernando Pessoa, “Poemas inconjuntos”, em Ficções do Interlúdio

O Sol converte, por fusão nuclear, aproximadamente 600 milhões de toneladas de hidrogénio em hélio por segundo, mantendo desta forma a vida  na Terra.

Esta energia produzida pelo Sol é equivalente a 5 biliões de bombas de hidrogénio por segundo.

Para comparar,  a primeira bomba atómica, de urânio, que explodiu sobre a cidade de Hiroshima, tinha uma potência de 20 000 toneladas de TNT (tri-nitro-glicerina).

Uma bomba de hidrogênio tem uma potência de 20 milhões de toneladas de TNT.

De há quatro décadas a esta parte, a Europa investiu num grande esforço de investigação sobre esta energia do futuro.

A ambição sem precedentes da fusão é a reprodução, de forma controlada, do gigantesco processo de produção de energia desenvolvido no universo estelar através da fusão de núcleos de hidrogénio com núcleos mais pesados de hélio.

 


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