Publicado por: Amália Sousa | Setembro 27, 2008

Monte sapo, origem do nome sabão

A civilização romana, teve forte influencia Grega e cobriu mais de doze séculos da nossa história – da fundação de Roma em 753 a.C. até ao século V da nossa era.

No seu apogeu, o Império Romano estendia-se da Inglaterra ao deserto da Arábia.

Grande como a sua extensão, foi também a herança que nos deixou:

Grande parte da organização do mundo moderno deve-se ao império que Roma  construiu há mais dois mil anos nas margens  do mar Mediterrâneo.

Os idiomas falados no sul da Europa, América Latina, algumas zonas de África e outras partes do mundo constituem uma das heranças directas desta civilização.

A Península Ibérica foi dividida em três províncias separadas: Lusitânia(oeste), Baética(Sul),Tarracones(leste e norte).

A conquista romana começou com a captura das possesões cartaginesas no sul e com o fim do último foco de resistência no nordeste em 19 A.C.

O Sul da Península começou a ser romanizado com uma rede de estradas ligando as cidades e atravessando os maiores rios.

As cidades ibéricas começaram a ser urbanizadas ao estilo romano.

Curiosamente, embora os romanos tenham sido autores de muitas construções impressionantes, mostraram pouco interesse pela matemática pura.

Os matemáticos romanos dedicaram-se a assuntos práticos, como comércio e ciências militares, apesar de terem sido os autores de um sofisticado sistema de numeração.

O império romano foi criado e mantido através do seu exército, uma das mais eficazes e poderosas forças militares em toda a História, e do engenho e arte dos seus generais

As suas tácticas, capacidade de liderança e decisões estratégicas marcaram durante séculos a arte da guerra.

De acordo com uma antiga lenda romana, o sabão tem a sua origem no Monte Sapo, onde eram realizados sacrifícios de animais em pilhas crematórias.

Quando chovia, a água arrastava uma mistura de sebo animal derretido com cinzas, para o barro das margens do Rio Tibre, onde as mulheres lavavam as suas roupas.

Elas terão percebido que, ao usar esta mistura de barro, as roupas ficavam muito mais limpas, com um esforço muito menor.

No entanto, apesar dos banhos públicos serem um elemento importante da sociedade romana, a utilização de sabão como agente de limpeza corporal não era habitual.

Tal como os gregos, os romanos utilizavam o strigil para raspar a areia, cinzas e óleos com que cobriam o corpo.

Para completar o “banho”, a pele era coberta de bálsamos com ervas.

O sabão era recomendado pelos médicos, como benéfico para a pele e assim, supõe-se que a  sua utilização no banho se tenha generalizado.

Porém, os alegados  vestígios de uma fábrica de sabão em Pompeia, são vistos hoje como um equívoco.

Vila romana de S. Cucufate no concelho de Vidigueira.

 A vila foi uma importante exploração agrícola até ao séc. IV.

Abastecia de alimentos a cidade de Pax Julia.

Muitas das quarenta divisões a descoberto (porque uma boa parte ainda está por escavar) têm o chão revestido de mosaicos.

 A vila romana é um antepassado dos actuais montes.

A família dessa vila, de apelido Atílio, foi certamente  das primeiras famílias de latifundiários do Alentejo.


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