Publicado por: Amália Sousa | Outubro 9, 2008

Geber, Alquimia e sabão

GEBER (c. 721- c. 815)
Pai das alquimias árabe e europeia. Muito influenciado pelo misticismo shi’ita. Considerado a mais importante fonte da alquimia medieval. Ocupa-se do problema clássico da geração dos metais a partir do mercúrio e do enxofre. A numerologia talismânica é fundamental à sua doutrina da Pedra Filosofal.

Geber, publicou a sua obra Summa perfectionis na qual fala de certo Elixir vermelho, espécie de panaceia, destinada a sanar todas as enfermidades e prolongar a vida:  tal foi o ponto de partida do alquimismo (ou Alquimica ou Alquimia).

Além deste primeiro intento, os alquimistas visavam outro: a transmutação dos metais, fabricar ouro, metal precioso, com outros metais   desprezíveis.

Por causa da importância que conferiam aos seus trabalhos, os alquimistas diziam-se filósofos, cultivavam a filosofia hermética sendo Hermes (Mercúrio) o seu mestre, e chamavam pedra filosofal à solução dos seus dois problemas fundamentais.

O vulgo, o povo, a plebe, chamava-lhes sopradores, nome com o qual pretendiam ridicularizar a sua habitual ocupação de soprar vidro, de preparar retortas e aparelhos de vidro para as experiências.

Eles não eram própriamente investigadores: deixavam-se guiar por grosseiras superstições, acreditando na utilidade mágica de palavras misteriosas e na influência benéfica de números cabalísticos…

O vulgo, dando credito a esses erros , grosseiros, tinha horror dos alquimistas que, segundo era crença geral, deviam manter ocultas relações com o espirito das trevas…

Cumpre dizer que nem todos os que se entregavam aos trabalhos da alquimia, acreditavam na possibilidade de verdadeiras transmutaõees e na descoberta do elixir da longa vida, alguns não eram mais do que simples especuladores ou moedeiros falsos que, longe de procurarem a pedra filosofal, queriam apenas utilizar-se da descoberta acidental de alguma reacção que pudesse emprestar a certos metais os falsos atributos do ouro…

Compreende-se que, para a realização de tão vasto programa, ou, antes, para dar pasto a tão desenfreadas ambições, seria necessário revolver a natureza inteira no que ela tivesse de mais recondito, desmaiar de fadiga e desespero em face do impossível, e erguer-se de novo, na febre do delírio, para recomeçar pela milésima vez a tarefa empreendida ou a série das suas horríveis decepções…

Aos alquimistas não faltavam os requisitos para essa luta formidável e desigual.

Procedendo sem método, confiando nos favores do acaso, não hesitavam um só momento em consumir a ultima moeda de cobre em favor dos seus ensaios, sepultavam-se vivos em laboratórios tenebrosos e insalubres, onde envelheciam prematuramente diante da fornalha e do cadinho…

Mas a fornalha e o cadinho eram inexoraveis.

 Neles só encontravam novas decepções representadas por escórias informes…

Se, porém, os alquimistas trabalharam debalde na ambiciosa conquista de um objetivo inacessível, justo é que se pergunte qual o papel por eles representado no desenvolvimento da química, e que motivo lhes dá o direito de aparecerem na história desta ciência…

O que faz dos alquimistas os representantes da primeira época da história da química, são os importantes descobrimentos, embora acidentais, que eles foram fazendo na sua longa viagem, atraídos por um farol enganador…

 Apesar do carácter fortuíto dos seus descobrimentos, não podem ser esquecidos na história da química.

As suas tentativas embora não passassem de um sonho,  levaram à descoberta de muitos produtos químicos e novas técnicas, tais como a sublimação e a destilação.

O alquimista árabe Geber (Jabir Ibn Hayyan), em escrito do século VIII da Era Cristã, também menciona o sabão como agente de limpeza.

 

 

Publicado por: Amália Sousa | Outubro 8, 2008

Indicador de couve roxa

 

Ilustrativo da obtenção de um indicador caseiro:

Publicado por: Amália Sousa | Outubro 5, 2008

Indicador caseiro de pH

A couve-roxa é uma variedade de repolho que se usa habitualmente para saladas e pode ser utilizada como um indicador ácido-base, isto é, pode servir como indicador para se saber se uma determinada substância é ácida, alcalina, ou neutra.

A couve roxa contém antocianinas, que são pigmentos responsáveis por uma variedade de cores de frutas, flores e folhas que variam do vermelho ao azul em função do pH da solução em que se encontram.

Graças às propriedades das antocianinas, é possível utilizar um extracto de couve roxa como indicador do pH (ou seja, da acidez ou alcalinidade) de uma solução.

pH da solução         Cor das antocianinas
1 – 5                        vermelho / rosa
6 – 7                        violeta
8 – 10                      azul
11 – 12                     verde
> 13                        amarelo

1- Cortar aos bocados duas folhas de couve-roxa.

2- Num gobelé, ferver 1 litro de água destilada.

3- Quando a água atingir o ponto de ebulição, retirar da placa e colocar a couve-roxa.

4- Deixar a água arrefecer com a couve-roxa até à temperatura ambiente.

5- Filtrar a solução.

6- Guardar num frasco e tapar.

7- Utilizar para verificar o pH das soluções que se pretendam testar.

 A solução vai adquirir cores diferentes dependendo do valor de pH da solução.

Publicado por: Amália Sousa | Outubro 5, 2008

Indicadores de pH

Os indicadores de pH são frequentemente usados em titulações ou em experiências de Química Analítica ou de Bioquímica para determinar a extensão de uma reação Química.

Os indicadores de pH mais comuns num laboratório podem ser vistos aqui, ou aqui.

Os indicadores (substâncias orgânicas) são soluções de ácidos ou de bases fracos parcialmente ionizados.

Quando adicionados a uma solução, os indicadores de pH ligam-se aos iões H+ ou OH-.

A ligação a estes iões provoca uma alteração da configuração eletrônica dos indicadores, e consequentemente, altera-lhes a cor.

podendo representar-se, esta alteração, pela equação:

        HInd (aq) + H2O(l)  ———>    Ind- (aq) + H3O+(aq)
        cor A                                    cor B

sendo a cor da forma ácida, HInd, diferente da cor da sua base conjugada, Ind-.

Em presença de uma solução ácida, a maior concentração de H3O+ fará o sistema evoluir no sentido da reacção inversa favorecendo a formação de HInd predominando a cor A.

Em presença de uma solução básica, verificar-se-á a diminuição da concentração de H3O+ (devido à reacção com HO- da solução) e o sistema evoluirá no sentido da reacção directa, predominando a cor B.

A mudança de cor do indicador não se dá para um valor exacto de pH mas sim para um intervalo de valores relativamente estreito que se designa por zona de viragem do indicador.

Esta corresponde a uma sobreposição das cores das formas ácida e básica.

Um bom indicador deve ter:

– Pelo menos uma das cores A ou B muito intensa, bastando usar-se apenas algumas gotas para não alterar o pH da solução em estudo.

– Uma zona de viragem estreita, para diminuir o erro da titulação (aproximando o ponto final do ponto de equivalência).

– A zona de viragem incluída na zona de variação brusca de pH da solução titulada.

Publicado por: Amália Sousa | Outubro 4, 2008

ITER

O ITER – reactor experimental, que vai ficar localizado em Cadarache (França) – é fruto de um consórcio mundial que envolve sete países do G-8 (União Europeia, República da Coréia, China, Índia, Japão, Rússia e Estados Unidos ),e procura trazer para a Terra a energia das estrelas.

O ITER será a primeira experiência construída na terra para reproduzir as reacções que se produzem no espaço estelar.

A ideia é produzir 500 megawatts em cerca de 300 segundos, com um gasto de 25 a 50 megawatts. Ou seja, com um factor de amplificação de energia de 10 a 20.

O projecto é ambicioso: produzir energia limpa, segura e proveniente de fonte quase inesgotável.

Os combustíveis das centrais de fusão podem obter-se a partir da água e do lítio, dois elementos abundantes.

Num reactor de fusão, dez gramas de deutério (que pode ser extraído de 500 litros de água) e 15 gramas de trítio (produzido a partir de 30 gramas de lítio) produzirão electricidade suficiente para uma pessoa que viva num pais industrializado, ao longo de toda a vida.

Assim, a fusão será uma fonte inesgotável de energia.

A fusão nuclear poderá ser, a par com as pilhas de hidrogénio, uma das soluções do futuro para resolver o grave problema energético que resultará do esgotamento do petróleo.

Essa é, pelo menos, a esperança dos responsáveis europeus que vão suportar 50% do investimento estimado em dez mil milhões de euros, para pôr de pé o projecto de fusão nuclear.

A construção estender-se-á de 2005 a 2015 no centro de pesquisa de Cadarache, no sul de França, e a sua exploração,  prevista até 2035, deverá ocupar cerca de mil pessoas.

Publicado por: Amália Sousa | Outubro 2, 2008

Fissão e fusão nuclear

 

Publicado por: Amália Sousa | Outubro 1, 2008

Hidrogénio, o combustível das estrelas

“O único mistério do Universo é o mais e não o menos.

Percebemos demais as causas – eis o erro, a dúvida.

O que existe transcende para mim o que julgo que existe.

A realidade é apenas real e não pensada.”

Fernando Pessoa, “Poemas inconjuntos”, em Ficções do Interlúdio

O Sol converte, por fusão nuclear, aproximadamente 600 milhões de toneladas de hidrogénio em hélio por segundo, mantendo desta forma a vida  na Terra.

Esta energia produzida pelo Sol é equivalente a 5 biliões de bombas de hidrogénio por segundo.

Para comparar,  a primeira bomba atómica, de urânio, que explodiu sobre a cidade de Hiroshima, tinha uma potência de 20 000 toneladas de TNT (tri-nitro-glicerina).

Uma bomba de hidrogênio tem uma potência de 20 milhões de toneladas de TNT.

De há quatro décadas a esta parte, a Europa investiu num grande esforço de investigação sobre esta energia do futuro.

A ambição sem precedentes da fusão é a reprodução, de forma controlada, do gigantesco processo de produção de energia desenvolvido no universo estelar através da fusão de núcleos de hidrogénio com núcleos mais pesados de hélio.

 

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